domingo, 20 de julho de 2008

Resumo de Notícias Agrícolas e de Negócios da Semana

Por Clodoeste Kassu / AGUABOANEWS
20/07/2008 - 19:00


UE propõe fundo de 1 bi de euros de combate à alta dos alimentos
19/07 - 12:42


A Comissão Européia, o braço executivo do bloco de 27 países, propôs a criação de um fundo de 1 bilhão para incentivar a agricultura nos países em desenvolvimento, buscando amenizar o impacto da alta nos preços dos alimentos.
Segundo a entidade, o dinheiro do fundo -que deve funcionar até o ano que vem- virá de parte do orçamento para a agricultura da União Européia que não for utilizada. A medida, porém, deve criar polêmica, já que alguns países do bloco esperam que essa verba retorne para os seus orçamentos.
"Isso [o fundo] é um ato de solidariedade com os mais pobres do mundo, mas também uma medida responsável para promover a estabilidade. Ele busca aumentar a produção agrícola nos países em desenvolvimento para combater a elevação nos preços dos alimentos. Esse aumento nos estoques é necessários para combater a alta dos preços dos alimentos em todo o mundo", afirmou, em nota, o presidente da Comissão Européia, o português José Manuel Durão Barroso.
Segundo o organismo, a intenção do fundo é facilitar o acesso dos agricultores de países em desenvolvimento, especialmente da África, a produtos como fertilizantes e sementes, aumento a produtividade dessas regiões.
Nos últimos meses, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, tem afirmado que mais 100 milhões de pessoas podem entrar no contingente das que passam fome devido ao aumento nos preços dos produtos agrícolas. Existem 854 milhões de pessoas subnutridas no mundo, segundo dados da FAO (órgão da ONU para a agricultura e a alimentação).


Folha de São Paulo





Agronegócio deve crescer 11% este ano

Projeções divulgadas nessa quinta-feira (17) pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) sinalizam um cenário positivo para o agronegócio este ano. O Produto Interno Bruto (PIB) do setor deve somar R$ 646,7 bilhões em 2008, crescimento de 11% em relação ao resultado de R$ 582,6 bilhões de 2007.

Nos quatro primeiros meses do ano, o PIB do agronegócio cresceu 3,83%, resultado impulsionado, principalmente, pela alta dos preços dos insumos agrícolas. No mercado internacional, o cenário também é positivo, principalmente por causa da elevação dos preços internacionais dos grãos e da carne.

Embaladas pela crescente demanda mundial por alimentos, as exportações agropecuárias devem crescer 14,7% no ano, chegando a US$ 67 bilhões. As importações devem aumentar 26,4%, para US$ 11 bilhões. Com os resultados, o saldo comercial crescerá 12%, para US$ 56 bilhões.

No primeiro semestre deste ano, as exportações do campo renderam US$ 33,8 bilhões, um crescimento de 16,3% na comparação com o mesmo período de 2007. No acumulado de janeiro a junho, os gastos com importações somaram US$ 5,6 bilhões, crescimento de 42,7% ante igual período do ano passado. De acordo com números da CNA, o trigo foi o produto agrícola mais importado pelo País no período, respondendo por um quinto dos gastos.

O saldo comercial cresceu 23,4% no período de janeiro a junho, para US$ 28,15 bilhões. Uma terceira previsão divulgada pela Confederação indica que o faturamento primário da agropecuária será de R$ 284,9 bilhões em 2008, o que representa um crescimento de 29,18% em relação ao resultado de 2007, quando o Valor Bruto da Produção (VBP) somou R$ 220,5 bilhões.

Apesar dos números positivos para o setor, o superintendente-técnico da CNA, Ricardo Cotta, lembrou que eles não significam renda para o produtor rural, principalmente quando avaliado o resultado do PIB no acumulado do ano até abril.

"Os insumos são os grande vilões da agricultura brasileira neste ano e foi esse item que mais puxou o resultado do PIB", afirmou. Diante do cenário de "desestímulo", ele considerou que a meta do governo de elevar para 150 milhões de toneladas a produção agrícola na safra atual, 2008/2009, está "ameaçada".

Segundo ele, o governo não atacou os principais gargalos da agricultura com o plano de safra anunciado no começo do mês. Cotta disse que "faltou prioridade" para medidas que reduzam a dependência externa por fertilizantes e ampliem o número de empresas que atuam no mercado interno.

Ele acrescentou ainda que o governo não investiu em obras de infra-estrutura e defendeu a autorização por parte do governo para que a iniciativa privada invista na área de logística, principalmente portuária.

Como medida que pode reduzir o custo de produção -já para a safra que será plantada a partir do próximo mês de setembro -, o superintendente citou a eliminação da alíquota de 25% do Adicional do Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM). Segundo Cotta, outra idéia é zerar a cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na comercialização de fertilizantes, decisão que cabe aos Estados.

"Seria um injeção na veia", afirmou. Para garantir renda ao produtor, ele defendeu que o governo estimule o uso de mecanismos de mercado futuro, incluindo financiamentos. "Quanto menos intervenção (do governo), melhor."


Fonte: Estadão





Colniza, Castanheira e Luciara recebem campeonato de pesca hoje dia 20

A Etapa do 5º Campeonato Estadual de Pesca de Mato Grosso que iria se realizar no município de Lucas do Rio Verde (354 Km ao Norte de Cuiabá) neste domingo (20.07) foi adiada, mas as dos municípios de Colniza, Castanheira e Luciara, previstas para se realizar no mesmo dia foram mantidas.

Segundo a secretária-adjunta da Secretaria Estadual de Desenvolvimento do Turismo, Vanice Marques, a etapa adiada, de Lucas do Rio Verde será realizada, porém ainda não tem uma data definida.

Ela observa que esses adiamentos ocorrem, geralmente por problemas na tramitação da documentação necessária por parte dos municípios e quando isso ocorre há remanejamento no calendário, com o estabelecimento de nova data para a realização da etapa adiada. Em função desses imprevistos, as equipes de concorrentes interessadas em participar das etapas devem estar atentas ao calendário e suas atualizações.


Fonte: O Documento



Incra-MT e Instituto realizam projeto de assistência em assentamentos do Estado

Estudar e implantar um plano de desenvolvimento sustentável que busque a inclusão social com solidariedade e melhoria da qualidade de vida no campo é o foco do Projeto de prestação de serviços de Assistência Técnica Social e Ambiental (ATES), direcionado a 10.383 famílias assentadas pelo Programa Nacional de Reforma Agrária no Estado do Mato Grosso, em 48 assentamentos no estado.

Desenvolvido pela parceria entre a Oscip Instituto Creatio e o Ministério do Desenvolvimento Agrário por meio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra-MT), o projeto atenderá quatro municípios do estado, situados nos Territórios do Araguaia (Confresa com 13 assentamentos e Cana Brava do Norte com 8 assentamentos) e Portal da Amazônia (Peixoto de Azevedo com 11 assentamentos e Mundo Novo com 16 assentamentos).

A parceria entre as entidades para e execução do projeto, foi construída por meio de licitação vencida pelo Instituto Creatio no último dia 3 de julho. Assim, o projeto tem como metas elaborar planos de desenvolvimento e recuperação dos assentamentos, orientar a aplicação de crédito e fazer a gestão ambiental das áreas selecionadas.

Segundo José Tito de Lima Neto, consultor do Núcleo de Agricultura Familiar (NAF) do Creatio, essas metas serão alcançadas com a elaboração de 33 Planos de Recuperação de Assentamentos (PRA) e 14 Planos de Desenvolvimento dos Assentamentos (PDA). "Com o PRA nós teremos a adequação dos assentamentos à legislação ambiental para que estejam de acordo com a Licença de Operação e Instalação (LIO). Já com o PDA nos daremos orientação à aplicação dos créditos e assentamento das famílias de forma articulada e planejada", descreveu. Dentre as metas ainda estão a prestação de serviços de assessoria técnica, social e ambiental; a capacitação de uma equipe técnica na área de ciências agrárias e também dos produtores rurais.

Para promover o desenvolvimento sustentável é preciso conhecer o contexto dos assentamentos para propor soluções viáveis a realidade de cada um. Para Tito essas informações são fundamentais e serão levantadas com a realização de um diagnóstico rural familiar que aponte as potencialidades do local. "Com a realização deste diagnóstico, que é uma espécie de senso, nós identificaremos os arranjos de produtos locais, as linhas de mercado e de logística, para aí sim, propor uma verticalização da produção e pensar as agroindústrias", explicou.

A parceria Incra/Creatio está firmada até dezembro de 2011 e para o coordenador do NAF, Medson Janer esta condição de parceria entre Governo Federal e organizações do terceiro setor agiliza os procedimentos de prestação de serviços de Assessoria Técnica, Social e Ambiental (ATES). "A aplicação do ATES por estas ações de parceria é fundamental para que os assentamentos atinjam o pleno desenvolvimento sócio-econômico, pois somente o acesso a terra não se traduz em garantia para o desenvolvimento sustentável dos assentamentos da Reforma Agrária. É preciso que as famílias beneficiárias sejam adequadas à realidade rural de forma continuada e em quantidade e qualidade suficientes para atingirem a verdadeira inclusão social, objetivo último do Programa Nacional de Reforma Agrária", concluiu.

O projeto será executado com a coordenação do consultor do Creatio, Victor Hugo Garbin e com a participação de mais quatro profissionais do Instituto: o também consultor, José Tito Lima Neto; o advogado Frederico Cosso; o contador Tiago Assis e o coordenador do NAF, Medson Janer.


Fonte: O Documento



Mapa quer liberar MT para exportar carne à União Européia


O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Inácio Kroetz, afirmou ao Diário que o governo federal está empenhado na liberação de todo o estado de Mato Grosso para exportar carne in natura à União Européia (UE). Mato Grosso está reconhecido pela Organização Mundial para a Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa com vacinação, mas a metade do seu território – compreendendo um rebanho de aproximadamente 13 milhões de cabeças - ainda não está habilitada a colocar seu produto no mercado europeu.

“Não há justificativa para este impedimento. Para o governo brasileiro e a OIE, todas as regiões de Mato Grosso têm condições de exportar carne para a Europa, já que a condição sanitária é a mesma em todo Estado. Por isso vamos reforçar o nosso pleito à UE”, afirmou Kroetz. O maior rebanho bovino do País está no território mato-grossense: 26 milhões de cabeças.

A liberação inclui as regiões do Pantanal e Norte de Mato Grosso, as mais afetadas pelo isolamento e detentora de grandes rebanhos. Kroetz lembrou que a liberação da área total de Mato Grosso depende inicialmente do reconhecimento de Mato Grosso do Sul junto à OIE, estado vizinho que registrou focos de febre aftosa em 2005. “Eles [os europeus] agem com muito critério. Primeiramente vão querer que a área seja reconhecida como livre da aftosa com vacinação. Em seguida eles poderão agendar uma visita a Mato Grosso e Mato Grosso do Sul para avaliar a situação dos rebanhos e as medidas sanitárias de controle à febre aftosa. A partir daí poderemos ter a liberação de novas áreas exportadoras aos europeus”, explicou o secretário.

Atualmente, Mato Grosso do Sul não está reconhecido pela OIE como área livre da aftosa, mesmo com vacinação. (Veja quadro ao lado)

Kroetz informou que o Ministério da Agricultura vai pleitear também a inclusão de Mato Grosso do Sul ao mercado europeu. “Ao governo federal interessa que a UE visite o Brasil e constate que outras áreas impedidas façam parte do acesso a este importante mercado”, enfatizou.

O Mapa já entregou documento solicitando o restabelecimento das exportações de carne ao bloco europeu dos estados de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

“Após o reconhecimento da OIE para Mato Grosso do Sul, vamos trabalhar forte junto à União Européia para que o bloco libere todo Mato Grosso e não apenas parte de seu território. A abertura total vai dar mais tranqüilidade quanto ao controle de trânsito para aquele mercado. Uma vez todo habilitado, ficará mais fácil o controle de trânsito”, observou Kroetz.

Na avaliação do secretário do Mapa, a expansão das áreas de Mato Grosso ficará “vinculada estritamente a uma avaliação técnica da missão européia”.

Para ele, todas as regiões de Mato Grosso já fazem por merecer o acesso ao bloco europeu. “Mato Grosso vem desenvolvendo um ótimo trabalho de controle sanitário, prova disso é que mesmo sendo vizinho de Mato Grosso do Sul - que teve problema com a febre aftosa em 2005 - e tendo parte do seu território na fronteira com a Bolívia, não enfrentou problemas. Isso é confiança no trabalho desenvolvido e mostra que o Estado está no caminho certo”, ressaltou Kroezt.

ERRADICAÇÃO – O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa confirmou também a meta do governo federal em erradicar a febre aftosa do rebanho bovino até 2010. “Nesse ano queremos também pleitear o reconhecimento de país livre de febre aftosa. Isso não implicará, entretanto, que iremos suspender a vacinação em todo o país. Os estados que estiverem nesta condição poderão ficar sem a vacinação, porém a vacinação continuará sendo necessária nas áreas de risco até à extirpação total do vírus no continente”, esclareceu.

IMPACTO - No ano passado, a defasagem – momento em que a arroba não estava tão valorizada como agora – foi estimada entre R$ 2 a R$ 3 por arroba para a região não credenciada a exportar carne in natura para o mercado europeu. Somente no norte mato-grossense, a imposição da União Européia (UE), causou um prejuízo anual estimado até o ano passado de R$ 77 milhões.

Em maio, Mato Grosso e mais dez estados brasileiros recuperaram o status sanitário de livres da febre aftosa com vacinação. A reabilitação foi anunciada pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).


Fonte: Diário de Cuiabá



Benefícios aos produtores serão ampliados por resolução antes da votação da MP 432 no Congresso

Em palestra nesta quinta-feira (17), aos produtores rurais do Distrito Federal, o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS), relator da medida provisória (MP) 432, explicou que apesar do atraso na votação da matéria, novas regras de prazos e juros para renegociação das dívidas rurais serão publicadas nas próximas semanas pelo Banco Central do Brasil. "O Ministério da Agricultura vai encaminhar um voto ao Conselho Monetário Nacional (CMN) para que os bancos negociem as dívidas dos agricultores e agilizem a liberação do crédito para a próxima safra", afirmou.

O parlamentar gaúcho expôs que a medida foi acertada após as inúmeras negociações com o governo federal para fechar o relatório da MP e pela falta de consenso para apreciação da matéria no plenário antes do recesso. Entre os pontos que devem ser normatizados estão mais prazo para pagamento dos custeios prorrogados das safras 2003 a 2006 dos produtores do Rio Grande do Sul, Mato Grosso e dos municípios de outros estados que decretaram situação de emergência devido às estiagens nos anos de 2003 a 2005.

Sobre as operações de investimentos, o relator disse que as normas do CMN devem ampliar o limite de 30% para 60% da carteira de clientes, passíveis de alongamento, para os produtores gaúchos, mato-grossenses e de municípios de outras regiões do país com reconhecido estado de calamidade nas últimas safras. O acerto envolve ainda o fim da exigência da comprovação da incapacidade de pagamento.

Além disso, o deputado afirmou que as negociações continuam durante o recesso parlamentar e podem avançar em mais alguns pontos, como melhorias para a liquidação dos débitos incluídos em Dívida Ativa da União e para as prestações inadimplentes do Programa Especial de Saneamento dos Ativos – Pesa. As informações são da assessoria de imprensa do deputado federal Luis Carlos Heinze.


Fonte: Agrolink




Usina de Confresa já trabalha dia e noite produzindo Etanol

Mesmo com um pequeno atraso na data prevista para início de suas atividades, a Destilaria Araguaia já trabalha com força total. O processo de moagem da cana-de-açúcar para a produção do Etanol teve início no dia 12 de julho e só tem pequenas paradas para o ajuste do maquinário, o que é normal no início de safra, após o período de manutenção de todos os equipamentos.

Este ao a empresa espera moer aproximadamente 300 mil Toneladas de cana, isso deve acontecer ato o final do mês de setembro. Até lá, os 1.050 funcionários empregados deverão trabalhar em turnos de acordo com seus setores, alguns deles tem que operar 24 horas por dia para que a produção não seja afetada.

A toda hora novos postos de trabalhos estão sendo oferecidos, hoje mesmo a empresa está em busca de funcionários para trabalhar na irrigação e para juntar as bitucas – canas cortadas pelas máquinas colhedeiras que acabam caindo de volta ao solo.

Desta maneira, o gerente industrial da Destilaria Araguaia, Silvio Romero, prevê uma produção diária de 200 mil litros de Etanol, correspondentes a um consumo de 2 mil a 2,3 mil Toneladas de matéria-prima.

INCENDIO CRIMINOSO – A organização e programação das ações da safra, embora tenham sido desenhadas com antecedência, estão em permanente alteração, ora devido ao comportamento da indústria e ora devido os problemas na lavoura. Esta semana houve dentro do canavial da empresa dois incêndios criminosos. O custo para esse tipo situação não é só do combate ao incêndio, mas também a perda de produção dessa cana que foi queimada. Não fosse o trabalho imediato de profissionais experientes e os equipamentos de combate a incêndios disponíveis na empresa, o prejuízo financeiro e ambiental poderia ter proporções inimagináveis.

Fonte: Luciano Silveira/Jornal O Parlamento

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