terça-feira, 30 de março de 2010

Após 12 anos de cativeiro, sargento colombiano é libertado

Militar era mantido refém pelas Farc, que ainda mantêm 21 membros do exército sequestrado

O sargento colombiano Pablo Emilio Moncayo, refém das Farc por mais de 12 anos, se reencontrou nesta terça-feira com a família, após ser libertado em um ponto da selva da Colômbia e resgatado por uma missão humanitária, constatou um fotógrafo da AFP.

Moncayo, de 31 anos e um dos reféns mais antigos da Colômbia, abraçou com força o pai Gustavo, que o esperava ao lado de outros familiares na pista do aeroporto de Florencia (580 km ao sul de Bogotá).

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Dezenas de familiares e amigos entregaram buquês com flores brancas a Moncayo.

As Farc afirmaram que a libertação de Moncayo será a última que realizam de forma unilateral, e pediram que, a partir de agora, seja feito um intercâmbio humanitário entre os 21 militares que são prisioneiros e os cerca de 500 guerrilheiros detidos pelo governo.
Moncayo, sequestrado no dia 21 de dezembro de 1997 e promovido a sargento quando estava em cativeiro, era um dois reféns mais antigos da Colômbia.

No grupo de militares reféns das Farc, três deles somam mais de doze anos de cativeiro: o cabo Libio José Martínez, sequestrado junto com Moncayo em dezembro de 1997, o sargento Luis Beltrán e o soldado Arturo Arcia, prisioneiros desde o dia 3 de março de 1998.

Agradecimento

O presidente colombiano, Alvaro Uribe, comemorou nesta terça-feira a libertação do sargento do Exército Pablo Moncayo. O presidente agradeceu o Brasil por seu papel de facilitador no resgate.


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"Damos as boas-vindas ao sargento Moncayo. Nos alegramos por sua família. A Colômbia recebe de braços abertos aqueles que retornam do cativeiro e rejeita fortemente os sequestradores", afirmou Uribe em um evento acadêmico na cidade de Cúcuta, fronteira com a Venezuela.

"Nossa gratidão ao governo do Brasil, ao Comitê da Cruz Vermelha Internacional, nossa gratidão à Igreja Católica, nossa gratidão ao Alto Comissariado (para os Direitos Humanos na Colômbia, da ONU), pela tarefa cumprida", enfatizou o presidente.

Uribe não mencionou a ONG Colombianos e Colombianas pela Paz, liderada pela senadora de oposição Piedad Córdoba, que participou da libertação de Moncayo. Fonte: Isto É

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