sábado, 19 de fevereiro de 2011

Polícia Civil inicia processo de expansão das diretrizes de inteligência

 Por: LUCIENE OLIVEIRA

A Polícia Judiciária Civil iniciou processo de expansão das diretrizes de inteligência para o interior do Estado. O trabalho é preparatório para a montagem dos escritórios regionais de inteligência, uma das metas do Governo do Estado para tornar mais eficaz o combate ao crime organizado.

A interiorização da inteligência da Polícia Civil será feita através da expansão do guardião web, equipamento de interceptação de sinais, utilizado na investigação que atende os núcleos de inteligência na busca de provas qualificadas. Uma ponta do equipamento já funciona na Regional de Rondonópolis e será expandida para Cáceres, Barra do Garças e Água Boa, com nova tecnologia via rede de internet.

Os cursos ministrados na área de inteligência buscam formar policiais para atuar nos núcleos instalados nos polos regionais. Nesta semana, 15 policiais dos núcleos de inteligência da capital finalizaram curso básico em procedimentos de inteligência, ministrado pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil. Os delegados de polícia, responsáveis pela gestão dos núcleos também finalizaram nesta sexta-feira (18.02) workshop sobre inteligência.

A capacitação tanto do analista de inteligência quanto o nivelamento do conhecimento pelo delegado, é uma necessidade para que as informações sejam trabalhadas de forma integrada e melhor utilizadas pelos núcleos em ações de inteligência policial e estratégica para a prevenção e repressão ao crime.

Na capital, boa parte dos investigadores lotados nos núcleos de inteligência dos Centros Integrados de Segurança e Cidadania (CISC) e delegacias especializadas, já atua há dois anos na área de inteligência policial. Para o interior, a preparação dos policiais inicia na primeira quinzena de março. “As ações passaram a ser definidas em 2010 e agora as novas diretrizes expandidas ao interior”, explicou o delegado coordenador de Inteligência, Marcelo Felisbino Martins.

Para o novo diretor de inteligência, delegado Milton Teixeira, toda investigação necessita do uso de alguma técnica de inteligência. Conforme Teixeira, as ferramentas também precisam estar mais acessíveis aos policiais do interior para que o tratamento da informação seja qualificado. “Há necessidade de acompanhar o desenvolvimento das novas tecnologias para o aperfeiçoamento do trabalho investigativo. O criminoso também se aperfeiçoa e a dificuldade da ação polícia está em acompanhar”, analisa.

O investigador A.V.N, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), foi um dos policiais capacitados no curso. Para o policial, o treinamento foi uma ótima oportunidade para aprimorar o trabalho já desenvolvido nas delegacias, de forma mais sistemática. “Vai melhorar o desempenho dentro das delegacias. Houve uma orientação a mais de como proceder no dia a dia”, disse.

A investigadora S.R.B, da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes, pontuou o nivelamento dos núcleos de inteligência como ponto forte do curso, que segundo ela, vai também melhorar à comunicação dos policiais que atuam nos setores. “Nosso trabalho será mais técnico e todos terão a mesma linguagem”, disse.

Os NI’s, que já funcionavam nos Centros Integrados de Segurança e Cidadania (CISC) da capital, foram regulamentados pela Instrução Normativa 02/2010, do Conselho Superior de Polícia, que criou o Sistema de Inteligência da Polícia Civil (Sintel). Com a normatização, eles passaram a funcionar também nas sedes das delegacias especializada como sistemas de captação, tratamento e difusão de dados, informações e conhecimento em torno da atividade de inteligência policial e da segurança pública.

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