terça-feira, 29 de março de 2011

Irmãs de 15 e 16 anos foram mortas em matagal de Cunha


As meninas estavam sumidas desde o último dia 23, quando desceram do ônibus escolar para caminhar até a casa da família, na zona rural; corpos foram achados ontem, com marcas de bala e sinais de violência
Por Suellen Fernandes
Bom Dia Taubaté
Fotos:Rogério Marques


Um desfecho trágico para o desaparecimento das irmãs Josely Laurentino de Oliveira e Juliana Vânia de Oliveira, 16 e 15 anos, respectivamente. As duas foram encontradas mortas na manhã de ontem no bairro Jacuí, zona rural de Cunha, há menos de três quilômetros da casa onde moravam.

As irmãs estavam desaparecidas desde quarta-feira, dia 23. Elas foram vistas pela última vez na estrada rural Cana do Reino, quando descerem do transporte escolar por volta de 18h45.
Segundo a equipe do canil da Força Tática da Polícia Militar de Taubaté, que atuou nas buscas e foi a primeira a chegar ao local, os corpos foram encontrados por volta das 7h40 em uma área de difícil acesso e de vegetação densa na Fazenda Santa Mônica, na Estrada do Jacuí. Eles teriam chegado ao local por meio de uma denúncia anônima.

A identificação das jovens foi feita através das roupas, já que os corpos estavam em avançado estado de decomposição. As vestimentas das vítimas estavam rasgadas e havia um corte no pescoço de cada uma.

Laudo do IML de Guaratinguetá apontou que as garotas também foram atingidas por tiros. Josely levou dois tiros, um no peito e outro na cabeça e Juliana foi alvejada por quatro disparos, um na cabeça e três no peito.
A Polícia Civil, responsável pela investigação, trabalha com a hipótese de estupro seguido de homicídio.

Família. Os pais das vítimas, o pedreiro José Oliveira e a dona de casa Iracema Oliveira, ficaram em estado de choque ao serem informados ontem de manhã sobre a morte das filhas. Eles foram levados para a casa de um parente e não se pronunciaram sobre o assunto.

Na casa das meninas, o clima era de comoção e revolta. A prima delas, Erika Patrícia Teixeira dos Santos, 21 anos, contou que até anteontem a família ainda tinha esperança de encontrar Josely e Juliana com vida e que, por serem religiosos (o pai delas é catequista na Igreja Católica), estavam realizando novena desde a semana passada.

“Eram duas meninas maravilhosas. Estudiosas, caseiras e tranquilas, não dá para entender tamanha crueldade que fizeram com elas”, disse.

Investigação. A Polícia Civil de Guaratinguetá instaurou inquérito para apurar o crime. A Delegacia Seccional já teria um suspeito, mas não revelou detalhes para não atrapalhar as investigações. Apenas informou que o suspeito é fugitivo do sistema prisional.

Segundo a delegada Sandra Maria Pinto Vergal, titular da seccional, há indícios de que o assassino não tenha atuado sozinho e que seja alguém que conhecia bem a região e a rotina das adolescentes.

“Acreditamos no envolvimento de mais de uma pessoa na ação e na motivação sexual do crime, mas isso só vai ser atestado por meio do laudo, que pode confirmar ou não se houve estupro”, disse.

Não há prazo para conclusão do trabalho da perícia em São Paulo e o inquérito deve ser concluído em até 30 dias.

Desaparecimento
As irmãs Josely e Juliana Oliveira, 16 e 15 anos, respectivamente, desapareceram quando voltavam da escola, na última quarta-feira. Elas desceram do ônibus a cerca de 2 km da casa e não foram mais vistas

Corpos
Os corpos das irmãs foram localizados ontem pela manhã pela Polícia Militar, após denúncia anônima, em um terreno de mata dentro de uma propriedade particular, em Cunha

Assassinato
A polícia suspeita que as meninas foram estupradas e depois assassinadas. Elas morreram após levarem tiros. Josely levou dois tiros, um no peito e outro na cabeça, e Juliana foi alvejada por quatro disparos, um na cabeça e três no peito

Investigação
A  Polícia Civil poderá pedir a prisão preventiva de um homem suspeito de cometer os assassinatos. Ele seria fugitivo do sistema prisional

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